Sobre Aninha...
Após escrever
o início do abuso sexual sofrido por Aninha, aguardei as repercussões de minhas
queridas e queridos leitores e pensei nas mais variadas reações possíveis.
Partilhei com minha lista de contatos no watsaap, no facebook e também em casa
com minha cunhada, mãe de minhas duas sobrinhas. De minha cunhada, veio a
reação mais interessante: “Minha nossa! Como você pode escrever isto? Fiquei
toda arrepiada pensando que o padrasto ia abusar da menina!”.
Trouxe esta
reação em especial para que entendamos:
1-
Abuso sexual não é caracterizado somente pelo
ato de introduzir o pênis na vagina;
2-
Quando uma pessoa toca no corpo da outra de
maneira invasiva, ISSO É ABUSO;
3-
Muitos casos de abuso contra crianças, não
necessariamente quem cometeu o ato penetrou a criança ou adolescente,
abusadores encontram várias formas para os atos;
4-
Não ganha seriedade somente o abuso com
penetração;
Importante que pais e\ou responsáveis e professores
estejam sempre atentos às reações e mudanças de suas crianças. Converse,
pergunte, esteja atenta\ atento:
1-
Seu filho ou filha não quer mais ficar sozinha\sozinho
com aquele adulto\ adulta (vizinho\ vizinha, pai\ mãe, padrasto\madrasta,
irmão\irmã mais velha, professor\professora...
) e quando questionado\a, fica
nervoso\a sem querer falar o motivo, ou mente;
2-
A criança ou adolescente começa a se isolar, não
quer brincar com as outras crianças, prefere brincar sozinha;
3-
A criança ou adolescente tem muitas crises de
choro de repente;
4-
A criança ou adolescente dormia bem e de repente
começa a ter insônia ou pesadelos constantes;
5-
A criança ou adolescente começa a ter problemas
na escola com agressividade e queda nas notas, além de déficit de atenção.
Enfim, muitas são as formas que uma criança ou
adolescente pode lhe pedir ajuda sem necessariamente falar o que aconteceu com
ela. Prestar atenção nas crianças e adolescentes é de suma importância para
ajudá-las.
Segue um link para que vejam o desenho explicativo: https://www.youtube.com/watch?v=XH2LM5tN6SU


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